O que é um GUA SHA?

O que é um Gua Sha?

Segundo a medicina tradicional chinesa, Qi ou chi, é a energia que flui através do corpo. Acredita-se que o Qi- energia vital – de uma pessoa deve ser equilibrado e fluir livremente para garantir a sua saúde e bem-estar.

A técnica Gua Sha é muito utilizada na medicina tradicional chinesa, a prática envolve a «raspagem» de uma ferramenta plana e arredondada, normalmente feita de jade ou quartzo rosa, sobre a pele.

O termo «Gua» significa pressão ao raspar, e «Sha» refere-se a uma erupção cutânea ou vermelhidão.  «Sha» remove a estagnação do sangue considerada patogénica na medicina tradicional da Ásia Oriental.

Os terapeutas chineses trabalham em profundidade e com muita pressão e a pele pode ficar muito vermelha. Para benefícios de beleza, é necessário um toque mais leve no rosto.

O uso de Gua Sha não é adequado para todos.

A quem se desaconselha submeterem-se a esta prática:


    • Mulheres grávidas
    • Em caso de derrames na face
    • Se tomar medicação para diluir o seu sangue
    • Durante o seu período menstrual
    • Se sangrar facilmente
    • Se tiver uma infecção, tumor ou ferida que não tenha cicatrizado completamente
    • Se tiver um implante, como um pacemaker ou um desfibrilador interno
    • Se tiver acne, eczema ou outra patologia da pele
 

Experiência pessoal de cicatrizes de casarianas

Experiência pessoal de cicatrizes de cesariana

Quando conheci a forma de como tratar cicatrizes, fiquei fascinada com o potencial de aplicar as técnicas da Multireflexologia para recuperar tecidos e pele em redor de uma cicatriz dando mais amplitude de movimentos e elasticidade em toda a zona afectada.

Tenho 2 cesarianas e não sabia que as dores nas costas, a falta de sensibilidade na zona púbica, zona que também evitava passar e tocar quando colocava creme de forma pouco consciente e dedicada poderiam estar relacionados ao facto de ter duas cicatrizes devido a cesarianas.

Quando tratei as referidas cicatrizes o efeito foi avassalador, foi durante o curso onde aprendi a tratar cicatrizes. Nessa noite não dormi nada, tive sonhos e parecia que estava dividida em duas. Parecia que a parte de cima do meu corpo queria uma coisa e a parte de baixo outra. Chorei imenso sem saber porquê.

Cheguei á classe e a instrutora perguntou se estávamos bem, e eu contei o que estava a sentir. Foi incrível como depois de perceber o que poderia estar a passar-se dentro de mim nessa noite e durante o dia, se relacionava com o meu primeiro parto, tendo terminado numa cesariana não programada com a perda do meu primeiro filho. Todas as emoções reprimidas desde essa altura parecia que queriam sair e libertar-me da dor que então senti. Lembrei-me de tudo, só que desta vez senti um alívio enorme. Desde aí toda a zona da cicatriz ficou menos tensa, com menos aderências e as dores nas costas e sensibilidade na zona voltaram.

Depois desta experiência em primeira mão, ajudo pessoas com cicatrizes a melhorar o aspecto da mesma e libertar emoções estagnadas devido ao trauma.

Um trabalho que me apaixona!

Como funciona:

Sessão é realizada em gabinete

    • Analiso a cicatriz, local, tensão, história da mesma, sensibilidade na zona, peço para tocar na mesma e senti-la.
    • Com ajuda de ferramentas não invasivas de Multireflexologia, trabalho o terreno afectado aferindo sempre a sensibilidade do mesmo.
    • O ritmo do trabalho a realizar vai sempre depender da pessoa, pois tenho que aferir o que a cicatriz representa emocionalmente para o corpo dessa pessoa.
    • Vai-se aferindo o trabalho a realizar sessão a sessão, sem pressa nos resultados
    • O que se pretende com este procedimento é restabelecer a unidade energética no local, trazer aporte sanguíneo, atenuar queloides ou fibrose no tecido afectado.

Benefícios:

    • Amplitude de movimentos
    • Aporte sanguíneo na zona afectada
    • Bem-estar físico e energético
    • Melhoria tónus da pele
    • Melhor elasticidade e aspecto da cicatriz

Quantas sessões são indicadas para melhor benefício e resultados?

Depende da zona a tratar, do trauma implicado. Há que avaliar caso a caso